Síndrome do intestino irritável (SII)

O que é síndrome do intestino irritável?

Síndrome do intestino irritável (SII) ou cólon irritável caracteriza-se por dor crônica no abdome e alteração do hábito intestinal (diarréia ou obstipação), na ausência de qualquer causa orgânica.

Qual a frequência da síndrome do intestino irritável?

A síndrome do intestino irritável é uma doença muito prevalente nos Estados Unidos e Europa sendo que 10 a 15% da população apresentam sintomas sugestivos desta enfermidade. Sabe-se que é, na atualidade, um dos problemas gastrointestinais mais frequentas na prática clínica sendo responsável por aproximadamente 30% de todas as consultas nos gastroenterologistas.

Qual a importância da SII?

Como citado anteriormente embora o número absoluto de pacientes com SII seja muito grande e, também, responsável por um número significativo de visitas a médicos de cuidados primários, sabe-se que apenas 15% dos pacientes procuram atendimento médico. A despeito deste fato, a SII causou aumento dos gastos de cuidados de saúde e queda de produtividade no trabalho, com custos anuais diretos e indiretos superiores a US$ 30 bilhões.

Como se diagnostica a SII?

Os principais sintomas dos pacientes com síndrome do intestino irritável são dor abdominal crônica e alteração do hábito intestinal, seja obstipação ou diarréia.

Como é dor abdominal na SII?

Dor abdominal é geralmente referida como cólica, de intensidade variável, com períodos de piora. A localização e o tipo de dor podem variar amplamente. A intensidade da dor varia de leve a muito intensa e debilitante. Fatores emocionais como estresse e alguns tipos de alimentos podem causar ou piorar a dor, enquanto a evacuação pode aliviar o sintoma.

Apesar da grande variação da dor abdominal nos pacientes com SII, algumas características clínicas não são compatíveis com a síndrome e exigem uma investigação para doenças orgânicas. Essas características são:

– Dor associada à perda do apetite, desnutrição ou emagrecimento. Estes sintomas raramente são vistas na SII, exceto, quando há uma doença psicológica concomitante.
– Dor progressiva que acorda ou impede o sono do paciente do sono.

Como é a alteração de hábito intestinal na SII?

Os pacientes com SII apresentam alteração do hábito intestinal, podendo queixar-se de diarréia, constipação, diarréia e constipação alternados, ou mesmo hábito intestinal normal alternando diarréia e / ou constipação.

Como é a diarréia na SII?

A diarréia manifesta-se por fezes amolecidas de pequeno a moderado volume, geralmente ocorrem durante o dia, principalmente na parte da manhã ou após as refeições. A maioria das evacuações são precedidas por cólicas abdominais, urgência para evacuar ou incontinência fecal. Pode ocorrer, também, a sensação de evacuação incompleta.

Aproximadamente metade dos pacientes com SII queixam se de eliminação de muco junto com as fezes. Por outro lado, diarreia volumosa, sangue nas fezes, diarréia noturna, fezes gordurosas não estão associados com o SII e podem indicar doença orgânica. Neste caso devem procurar auxílio médico o mais breve possível.

Como é a constipação na SII?

A constipação pode durar dias ou meses, estar intercalada com diarréia ou função intestinal normal. O ato de evacuar pode ser difícil, com fezes de em forma de fita. Os pacientes também podem sentir que não conseguem evacuar completamente, mesmo quando o reto está vazio.

O paciente com SII pode ter outros sintomas?

Sintomas gastrointestinais superiores, incluindo refluxo gastroesofágico, disfagia, saciedade precoce, dispepsia intermitente, náuseas e dor torácica não cardíaca, são comuns em pacientes com SII. Os pacientes com SII também se queixam frequentemente de inchaço abdominal e aumento da produção de gás na forma de flatulência ou eructação.

Qual o diagnóstico diferencial da SII?

“Alarme” ou sintomas atípicos que não são compatíveis com o IBS incluem:

– Sangramento nas fezes
– Dor abdominal noturnal ou progressiva
– Perda de peso
– Anormalidades laboratoriais como anemia, marcadores inflamatórios elevados, ou distúrbios eletrolíticos.

Os pacientes com sintomas de alarme devem procurar auxilio médico e necessitarão complementar a investigação com outros exames.

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